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No Topo do Mundo

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no topoOs segredos das recordistas em orgasmo do planeta (nós estamos entre elas!) para você sempre ir às alturas

Por Carrie Sloan e Roberta Viganó // Fotos Taghi Naderzad


A gente nem sempre pode se orgulhar do nosso país quando o assunto são os índices econômicos e, principalmente, sociais. Mas em se tratando de autoestima sexual não tem para ninguém. Depois de entrevistar 26 mil pessoas em 26 países, a pesquisa de sexualidade e bem-estar 2007-2008 da Durex, multinacional de preservativos, comprovou: 80% dos brasileiros estão felizes na cama. O resultado nos garante o posto de campeões mundiais no quesito satisfação. Se é para falar sobre quantidade de relações — yes! —, somos vice-líderes. Além de nós, outros três povos disputaram as primeiras posições: israelenses, gregos e suecos. Esquente as turbinas e confira ensinamentos de tirar o fôlego nestas quatro escalas — e escolas — de prazer ao redor do mundo.

PRIMEIRA PARADA

Brasil, onde a vida é encarada pelo prisma sexual
De acordo com a pesquisa da Durex, ocupamos a vice-liderança mundial no quesito frequência: 85% de nós transamos pelo menos uma vez por semana. Aproximadamente ½ está aberto a experiências afrodisíacas e 77% fazem sexo oral regularmente. Para a professora e coordenadora do Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo, Carmita Abdo, que concluiu em novembro o estudo Mosaico Brasil, sobre o comportamento afetivo-sexual do brasileiro, em parceria com a Pfizer, somos um povo ativo na cama, com uma fantástica capacidade de fantasiar. “Comunicabilidade, espontaneidade e busca pelo prazer são fatores muito importantes e estimulantes”, diz Carmita. “Esses aspectos, aliados ao clima quente, à facilidade de contato físico e à exposição do corpo, criam o conjunto que nos faz jus à fama de fazer e gostar de sexo.

” Nossa maneira de enxergar a vida pelo viés da sacanagem, de fazer piada e de falar abertamente sobre o assunto — a sério ou de brincadeira — também nos leva a estar sempre plugados. De acordo com o levantamento, que ouviu 8 mil pessoas em dez capitais, 70% dos brasileiros conversam sobre o tema com a família. “Faz parte do nosso cotidiano”, afirma Carmita. “Somos evoluídos nessa questão.”

O Mosaico Brasil constatou que transamos de duas a três vezes por semana. É preciso ressaltar, no entanto, que quantidade não se traduz em qualidade. Apesar de 70% das brasileiras afirmarem alcançar o orgasmo frequentemente, elas ainda se colocam na posição de dar prazer ao homem e de imaginar que ele é o mestre da sedução. Para Carmita,é fundamental, antes de tudo, estarmos saudáveis — física e emocionalmente. Assim, podemos aproveitar o clímax, a intimidade e a sintonia com nosso parceiro, mostrando como gostamos de ser estimuladas. Com essa receita, ninguém vai segurar você!

SEGUNDA PARADA

Suécia, onde a educação sexual é pauta para a vida toda
As suecas são apresentadas à idéia de prazer bem cedo: a educação sexual começa aos 7 anos. Talvez por isso, 61% delas afirmaram ter chegado ao orgasmo na última vez em que transaram, segundo a pesquisa da Durex. “Na Suécia, os ensinamentos começam nas aulas de biologia”, afirma a sueca Ylva Franzén, autora do livro Orgasma Mera (Mais orgasmos). Durante o ensino médio, os jovens aprendem a ter uma atitude positiva em relação à prática. O currículo abrange matérias desde como desenvolver uma identidade sexual até a arte de beijar. Já na faculdade, os alunos podem optar por disciplinas como desejo, paixão, disfunção sexual e ética do aborto. O aprendizado não para. Muitos escandinavos continuam a elevar seu QI erótico depois da graduação. Nos workshops de Ylva Franzén, ministrados aos finais de semana, mulheres de 20 a 65 anos dividem suas experiências, aprendem a encontrar o ponto G e desenvolvem seus lados mais selvagens. Para ela, bom desempenho resume-se a criatividade e diversão.

LIÇÃO DE CASA
Não, assistir a uma maratona de Sex and the City não basta. Para o psiquiatra Alexandre Saadeh, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), se no Brasil nosso comportamento vem da cultura de exposição dos corpos, na Suécia essa vivência é erudita. “Nota-se, de qualquer forma, que o segredo está em pensar em sexo no dia-a-dia”, diz. Como não temos a formação acadêmica nórdica, vale buscarmos inspiração em bons livros.

> Saia do comum
educadora americana Sari Locker, consultora da pesquisa da Durex, mostra em Manual do Sexo Alucinante (Ed. Record, 272 págs., R$ 39) como é possível desfrutar prazeres diferentes e fantasiar em meio à realidade.

> Explore seu apetite Afrodite: Contos, Receitas e Outros Afrodisíacos (Ed. Bertrand Brasil, 326 págs., R$ 89), de Isabel Allende, mistura sexualidade e gastronomia com humor, estimulando os sentidos.

> Suba nas paredes
escritor João Ubaldo Ribeiro levanta até defunto com seu erótico e intrigante Luxúria: A Casa dos Budas Ditosos (Ed. Objetiva, 164 págs., R$ 31,90). Inspiração e vontade não faltarão para espantar a preguiça na cama.

> Bíblia da volúpia
Os Prazeres do Sexo (Ed. Martins Fontes, 252 págs., R$ 67,90), de Alex Comfort, é um clássico dos anos 80 e excelente referência. Aborda de forma ampla as questões para uma vida saudável, responsável e plena sem ser bobo ou pornográfico.

TERCEIRA PARADA

Grécia, onde sexo é o passatempo nacional
Quando o tópico é frequência, os gregos ocupam o topo do olimpo. Apenas eles batem o Brasil com — por Zeus! — 164 vezes anuais, ante nossa honrosa média de 145, segundo a pesquisa da Durex. “Em outro estudo sobre hábitos europeus, os homens gregos alcançaram o primeiro lugar, empatando com os destronados franceses”, diz Elizabeth Ioannidi-Kapolou, socióloga e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, em Atenas. Segundo ela, é normal na pátria mediterrânea as pessoas estabelecerem o sexo como prioridade. “Nós vamos atrás do prazer. É assim que nos divertimos por aqui.”

Geralmente, o maior obstáculo entre você e a espontaneidade é o excesso de reflexões. Portanto, a regra é simples: apenas faça. Pensamentos noturnos sobre quanto você está acima do peso ou sobre o dia estressante do trabalho afastam qualquer vontade de relaxar. Mulheres que se colocam como espectadoras, e não participantes, não aproveitam os benefícios saudáveis da relação. Sem surpresas, estudos têm demonstrado que, quanto mais alheia a pessoa for ao sexo, menos satisfeita ela é.Esse posto coadjuvante é o grande responsável pelos orgasmos bissextos — assim como por seus fingimentos — e até mesmo dores. A ginecologista Carolina Ambrogina, coordenadora do Projeto Afrodite de Sexualidade Feminina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orienta suas pacientes a se esforçar para combater a mesmice na cama. A estratégia é vestir lingeries sensuais, programar viagens e visitar sex shops. “Inspire-se em cenas picantes de filmes e mande mensagens excitantes ao seu parceiro”, diz. Comece a atender aos seus desejos sem nenhuma censura.

Outros estudos comprovam que manter o foco no corpo e nas sensações desencadeadas nas preliminares aumenta o estímulo feminino e — bingo! — a frequência das relações. “Se já souber o que deixa você pegando fogo, o desafio é entrar em ação”, afirma Ioannidi-Kapolou.

QUARTA PARADA

Israel, onde as mulheres pedem o que querem
Uma salva de palmas para as israelenses: uma enquete feita com 14 840 delas mostrou que 72% tiveram orgasmo na última vez que transaram e 71% disseram pedir o que querem na cama. “Nos últimos 20 anos, o número de mulheres satisfeitas sexualmente cresceu, em grande parte, graças ao aumento de informação disponível”, afirma a jornalista israelense Maayana Shenar. Para suprir seus desejos, elas aprenderam direitinho a barganha do “peça e, provavelmente, você será atendida”. O emprego da palavra dugri (direto ao ponto, em hebraico) costuma funcionar por ali.

TOME AS RÉDEAS
Quando a fogueira se acende embaixo dos lençóis, os homens normalmente precisam de uma direção. “Apesar do machismo, quem conduz o jogo entre quatro paredes é a mulher”, diz Alexandre Saadeh. Segundo ele, porém, não somos tão diretas quanto as israelenses. “A brasileira precisa aprender a usar seu charme para se insinuar e sugerir o que deseja, sem demonstrar ser ela quem manda.” Veja como comandar o jogo e, assim, dar e receber mais prazer:

> Conheça seu corpo
“As mulheres têm mais orgasmos quando sabem o que querem e conquistam espaço aos poucos”, diz Alexandre Saadeh.

> Dê apoio
“Abuse da intimidade, da disponibilidade mútua e da comunicabilidade”, afirma Carmita. Experimente sussurrar no ouvido dele: “Adoro sentir você dentro de mim. Melhor ainda quando você fricciona meu clitóris ao mesmo tempo”.

> Mostre, não peça
Às vezes, durante o sexo, é melhor deixar o corpo falar. “Pegue a mão dele e leve até onde você sente prazer”, diz Carolina Ambrogina. “Ele vai entender o recado. Se ele relutar, basta dizer.” Seus suspiros serão as melhores recompensas.

 

Fonte: http://revistawomenshealth.abril.com.br/edicao/003/sexo-no-topo-mundo.shtml

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